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Como é formada a unha humana?

As unhas desempenham um papel essencial na nossa vida. De fato, além de protegerem as pontas dos dedos de todo o tipo de golpes e agressões, as unhas servem para esfregar e arranhar, como meio instintivo de defesa perante uma situação de perigo e para apertar, separar, dobrar e muitas outras ações que necessitem de alguma precisão.

Embora as funções das unhas sejam muito importantes, costumam passar despercebidas, já que apenas quando, por algum motivo, as perdemos é que notamos toda a sua importância, já que os dedos sem as unhas perdem grande parte da sua funcionalidade. Por outro lado, as unhas participam, igualmente, no sentido do tato constituindo uma espécie de amplificadores sensoriais, pois aumentam as percepções desse tipo na ponta dos dedos, já que o mínimo contato sobre a superfície do corpo da unha ou na sua extremidade livre proporciona a perfeita percepção do estímulo.

Como é formada a unha humana?
Como é formada a unha humana?

As unhas têm uma estrutura muito semelhante à dos pelos, pois são essencialmente constituídas por queratina – proteína fibrosa elaborada pelas células cutâneas, embora também sejam compostas por mucopolissacarídeos e determinados minerais. De fato, as unhas são, à semelhança dos pelos, produzidas pelas células da epiderme encarregues da produção de queratina.

Ao longo da face dorsal da falange distal de cada dedo, a epiderme dobra-se sobre si própria penetrando na derme através de uma zona denominada sulco ungueal, onde as duas camadas da epiderme se encontram face a face, uma virada para cima, denominada eponíquio, e outra para baixo, o hiponíquio ou leito ungueal – de modo a proporcionarem a formação da unha.

A partir do exterior, não é possível observar toda a extensão do leito ungueal, já que existe uma parte precisamente a que fabrica a unha denominada matriz ungueal, que fica oculta por detrás do sulco ungueal. Embora a epiderme pertencente ao eponíquio se desenvolva normalmente e forme todas as camadas que lhe são próprias, a epiderme do leito ungueal não costuma formar uma camada córnea normal, já que as suas células elaboram uma queratina muito mais dura que, posteriormente, sai do sulco ungueal e desliza sobre o leito ungueal, de modo a constituir a lâmina resistente que corresponde à unha propriamente dita.

A unha é constituída por várias partes. A porção da unha que não é observável a olho nu, por se encontrar oculta pela dobra da epiderme, denomina-se raiz ungueal. A porção visível denomina-se corpo ou lâmina ungueal, sendo da sua extremidade livre que sobressai da ponta do dedo. A zona do corpo da unha próxima à raiz apresenta um setor denominado lúnula, especialmente visível no dedo polegar e no primeiro dedo do pé, com a forma de meia-lua e com uma cor mais clara, correspondente a uma parte da matriz ungueal, sendo igualmente a parte onde a lâmina tem uma maior espessura e não deixa transluzir a cor rosada da derme subjacente.

Em condições normais, o resto da unha é translúcida, deixando transparecer a cor do tecido subjacente, que lhe proporciona a cor rosada, já que apenas a lúnula e a extremidade livre que sobressai da ponta do dedo são brancas. Quando se pressiona a unha, constata-se que esta fica mais clara, devido ao fato de a pressão dificultar a irrigação da derme, mas ao libertar-se imediatamente a pressão, a unha volta a ganhar a sua cor, sendo esta uma das técnicas utilizadas para avaliar o funcionamento da circulação. Relativamente, às dobras existentes nas extremidades da unha à excepção da extremidade livre, é possível distinguir as dobras ou valas laterais e a cutícula, que reveste parte da lúnula.

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