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Por que nos coçamos?

Se coçar pode até não ser nada agradável dependendo da situação em que estejamos, mas assim como tudo no nosso corpo, a coceira tem uma função importante no nosso sistema, nós protegendo de danos à nossa pele. No entanto, os cientistas têm lutado muito para explicar o que realmente provoca a sensação – em particular, porque alguns tipos de toque causam uma coceira, enquanto outros não.

Agora, um novo estudo em ratos tenta esclarecer o que realmente acontece no corpo quando queremos nós coçar. A pesquisa, publicada na Science, pode ajudar o tratamento de milhares de pessoas que sofrem de coceira crônica, um transtorno que causa um desejo intenso de se coçar.

A sensação de coceira geralmente ocorre após um leve toque na pele peluda de nossos corpos. Isso nos leva a mover a mão para a fonte do insulto e arranhá-la. Embora aparentemente estúpido, este comportamento simples é a maneira arrumada do nosso corpo de tentar nos proteger de danos à nossa pele de objetos no ambiente ou insetos e parasitas desagradáveis.

Por que nos coçamos?
Por que nos coçamos?

O elemento de proteção vem do fato de que, ao se coçar você pode perturbar tudo o que está em sua pele causando a coceira – assim como quando um mosquito pousa em seu braço e as cócegas faz com que você coce o local para desalojar esse péssimo hospede.

O novo estudo é importante porque começou a desvendar como esse processo funciona. Ele revela um grupo especializado de células, uma subpopulação de “interneurônios medulares inibitórios”, que existem na coluna vertebral e agem como um portão entre a pele e o cérebro. Essas células inibitórias funcionam para permitir que uma sensação de coceira viaje até o cérebro ou interrompê-lo em seu caminho, inibindo a mensagem.

Os pesquisadores descobriram que quando criaram ratos para ter uma deficiência seletiva nessas células especiais, os ratos começaram a exibir uma quantidade surpreendente de coceiras, até mesmo removendo tufos de cabelo em seus esforços vigorosos. Esses comportamentos espelham aqueles vistos no transtorno de coceira crônica, que afeta cerca de 8,4% da população geral.

A nova pesquisa também sugere que, se os resultados do estudo também se aplicarem a seres humanos, o transtorno de coceira crônica pode ser causado por uma deficiência específica nessas células espinais especiais. Isso pode levar a tratamentos direcionados para ajudar as pessoas que sofrem com este transtorno no futuro.

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