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O que tem no centro da via láctea?

Durante milênios, os seres humanos olham para o céu à noite e ficam admirados com a Via Láctea. Nos dias atuais, astrônomos profissionais e amadores continuam essa tradição, sabendo que eles estão testemunhando, na verdade, uma coleção de centenas de milhões de estrelas e nuvens de poeira, para não mencionar milhares de milhões de outros mundos.

Mas o que tem no centro da via láctea?

Em primeiro lugar, ainda não se tem certeza o tamanho exato da nossa galáxia. A NASA estima que a Via Láctea tenha entre 100.000120.000 anos-luz de diâmetroembora algumas outras informações sugerem que pode ser entre 150.000 e 180.000 anos-luz de diâmetro.

Para colocar isso de uma forma mais simples, estimasse que a via láctea tenha entre 950 quatrilhões a 1,14 quintilhão de km. Estima-se também que a via láctea possua entre 100 a 400 bilhões de estrelas.

No centro, medindo aproximadamente. 10.000 anos-luz de diâmetro, está o grupo apertado de estrelas conhecida como “protuberância”. No centro desta protuberância está uma fonte de radiação intensa, chamado Sagitário A *, que é provável que seja um buraco negro supermassivo que contém cerca de 4,1 milhões de vezes a massa do nosso Sol.

O Sistema Solar está a cerca de 28.000 anos-luz de distância do centro da via láctea. Em resumo, esta região está simplesmente muito longe para que possamos ver a olho nu. Porém até mesmo, nossos equipamentos mais modernos têm dificuldades para conseguir ver.

Embora possa não parecer para um observador casual, a Via Láctea é cheia de poeira e gás. Esta matéria é conhecida como o meio interestelar, um disco que compõe um colossal 10 a 15% da matéria luminosa / visível na nossa galáxia e enche os longos espaços entre as estrelas. A espessura da poeira desvia a luz visível, deixando apenas luz infravermelha passar através do pó.

O que tem no centro da via láctea
O que tem no centro da via láctea

Porém se Zilong Li e Cosimo Bambi, da Universidade Fudan, em Xangai estiverem corretos, o que nós pensávamos que era um buraco negro maciço no centro da nossa galáxia poderia ser um buraco de minhoca que permitiria viagens instantânea entre dois pontos no espaço e no tempo. Na verdade, ele pode ser a porta de entrada para um universo diferente.

Eles vão além, ele disseram que cada buraco negro supermassivo em outras galáxias podem realmente ser buracos negros criados no início do Universo.

Os supermassivos buracos negros no centro de cada galáxia, poderia ser buracos de minhoca criado no início do Universo e que conecte qualquer uma das duas regiões diferentes do nosso Universo ou dois universos diferentes em um modelo Multiverso.

Sua teoria pode soar fantástica, mas não é uma ideia completamente louca. Buracos de minhocas são possíveis sob a Teoria da Relatividade Geral. De fato, eles nunca foram observados, este fenômeno topológico hipotético do espaço-tempo foi postulada pela primeira vez por Albert Einstein e seu amigo Nathan Rosen.

Um buraco de minhoca segundo a Einstein e Rosen funciona como uma fenda que pode ser aberta no espaço-tempo e que permitiria viajar mais rápido que a luz, podendo ir entre o futuro e o passado e ainda viajar entre grandes distâncias em um curto espaço de tempo, permitindo viajar para outras galáxias instantaneamente.

Se isso é verdade ou não ainda não se sabe, mas, com certeza, é impressionante de qualquer forma.

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